Cálido abraço
que me envolve toda
e me seca a boca
querendo mais
além do morno acaso
das roupas ao vento,
do deixa chegar.
Carrego nas veias
denso caldo vermelho,
pulsante
que lateja nas têmporas
como pequenas agulhas
eternamente instigantes,
que nunca me deixam
dormir em paz.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Sem pauta
Não me restrinjo
a históricos,
caracteres
ou tópicos.
Apenas sigo
a pena
que leve se solta de mim.
E o que flui
é o fundo,
o todo,
o que cavo
em mim.
a históricos,
caracteres
ou tópicos.
Apenas sigo
a pena
que leve se solta de mim.
E o que flui
é o fundo,
o todo,
o que cavo
em mim.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
De fora pra dentro
Levo em meus anseios
todo produto dos meu sonhos
e não tenho argumento
para explicar
como andam os meus dias.
Seguem sozinhos,
distantes de mim...
Uma certa calma
tardia e instigante
que me faz acreditar
que para meus desencontros
só me resta rezar.
todo produto dos meu sonhos
e não tenho argumento
para explicar
como andam os meus dias.
Seguem sozinhos,
distantes de mim...
Uma certa calma
tardia e instigante
que me faz acreditar
que para meus desencontros
só me resta rezar.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Ao vento
O que me redecora,
me confunde o juízo
em ornamentos
fora de mim.
Sou apenas
esta folha seca
que suga
o que sente
e se joga
puramente
no chão.
me confunde o juízo
em ornamentos
fora de mim.
Sou apenas
esta folha seca
que suga
o que sente
e se joga
puramente
no chão.
sábado, 21 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Apenas traços
Na parede do seu quarto
me desenhei.
Traços em giz de cera
espalhados com algodão.
Eternos borrões
como maquiagem
nos olhos molhados.
me desenhei.
Traços em giz de cera
espalhados com algodão.
Eternos borrões
como maquiagem
nos olhos molhados.
A Ilha
É muito, extremamente chato
ter a obrigação de sempre pensar positivo.
Afaste os maus pensamentos, minha filha...
Ô conselhinho...
Por favor, me poupem dessa mesmice,
desse frenesi que assola
o planeta dos bonzinhos.
Quero mesmo as tempestades,
naufragar o meu navio...
Quem sabe eu não sobreviva
e aprenda a nadar?
Desfalecer em alguma ilha
do Pacífico
é, simplesmente,
o que quero neste instante.
ter a obrigação de sempre pensar positivo.
Afaste os maus pensamentos, minha filha...
Ô conselhinho...
Por favor, me poupem dessa mesmice,
desse frenesi que assola
o planeta dos bonzinhos.
Quero mesmo as tempestades,
naufragar o meu navio...
Quem sabe eu não sobreviva
e aprenda a nadar?
Desfalecer em alguma ilha
do Pacífico
é, simplesmente,
o que quero neste instante.
Velório
Estou dormindo melhor
desde que você morreu.
Pra mim.
Aos nossos sentimentos, Dan! Você entendeu. Bj.
desde que você morreu.
Pra mim.
Aos nossos sentimentos, Dan! Você entendeu. Bj.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Instinto
Não foi bem assim
que imaginei
o fim da história.
Mas foi minha, sim, a escolha.
Afinal, somos tão capazes,
firmes nos nossos propósitos,
donos do próprio nariz...
que até perdemos o faro,
a visão noturna
e somos incapazes
de distinguir instinto
de superstição.
E ainda nos orgulhamos
de sermos seres racionais.
De pouca valia para quem
nem consegue salvar a própria pele
ou prever e se proteger
das pequenas e grandes tragédias
que nos espreitam todo dia.
que imaginei
o fim da história.
Mas foi minha, sim, a escolha.
Afinal, somos tão capazes,
firmes nos nossos propósitos,
donos do próprio nariz...
que até perdemos o faro,
a visão noturna
e somos incapazes
de distinguir instinto
de superstição.
E ainda nos orgulhamos
de sermos seres racionais.
De pouca valia para quem
nem consegue salvar a própria pele
ou prever e se proteger
das pequenas e grandes tragédias
que nos espreitam todo dia.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Tome posse
Para todos que querem
morrer
eu digo:
não, não, não!!!!!
Seu deleite não depende
de ninguém.
Seu aceite é só seu.
O açoite,
de onde vier,vem...
Não é seu...
Proteja...
Transpasse...
Eleja...
Aceite...
Transgrida...
Não há disfarce
para o que é seu.
morrer
eu digo:
não, não, não!!!!!
Seu deleite não depende
de ninguém.
Seu aceite é só seu.
O açoite,
de onde vier,vem...
Não é seu...
Proteja...
Transpasse...
Eleja...
Aceite...
Transgrida...
Não há disfarce
para o que é seu.
Pouco sexo
Quando alguém
deixa tudo pra trás
há uma razão tão forte
quanto a conjuntura dos astros,
a conjugação dos verbos
o divã...
Quando alguém
abre mão de tantas coisas
isso requer respeito.
Porque
se alguém abre mão
do contexto,
do seu texto
não há mais reflexo...
O que há é pouco sexo
refluxo
desconexo
E, pra mim,
me desculpe,
senhores,
não há nexo.
deixa tudo pra trás
há uma razão tão forte
quanto a conjuntura dos astros,
a conjugação dos verbos
o divã...
Quando alguém
abre mão de tantas coisas
isso requer respeito.
Porque
se alguém abre mão
do contexto,
do seu texto
não há mais reflexo...
O que há é pouco sexo
refluxo
desconexo
E, pra mim,
me desculpe,
senhores,
não há nexo.
Se acaso me quiseres
Algo está fora do tom.
Descompassos
Semi tons
mero ocaso.
Perdoe-me Chico
mas se acaso me quiseres
sou dessas mulheres
que só dizem
Sim
pra você!
Não pra você, Chicoooooooooooooooo!
Desculpe, apenas,
a licença poética...
enviar recado cancelar
Descompassos
Semi tons
mero ocaso.
Perdoe-me Chico
mas se acaso me quiseres
sou dessas mulheres
que só dizem
Sim
pra você!
Não pra você, Chicoooooooooooooooo!
Desculpe, apenas,
a licença poética...
enviar recado cancelar
Transbordando
O acordar
se torna mais belo
a cada manhã
em que me sinto
abrigada
e acarinhada
entre palavras
e lençóis de algodão.
E o primeiro gole d'água
que bebo com mais vontade
escorre por toda minha boca.
E é intensa a vontade
de sorver até a última gota
o líquido que você me oferece
em gigantescas moringas
cheias até o topo.
se torna mais belo
a cada manhã
em que me sinto
abrigada
e acarinhada
entre palavras
e lençóis de algodão.
E o primeiro gole d'água
que bebo com mais vontade
escorre por toda minha boca.
E é intensa a vontade
de sorver até a última gota
o líquido que você me oferece
em gigantescas moringas
cheias até o topo.
domingo, 1 de novembro de 2009
Enlace
Quando minha perna enlaçar a sua
não diga nada
não peça nada.
São movimentos involuntários
levados pelo que nem sei
e nem posso explicar.
Se quiser, apenas retribua....
Mas me deixe descansar
nesse enlace
tão íntimo
espontâneo...
Apenas e totalmente
um laço.
não diga nada
não peça nada.
São movimentos involuntários
levados pelo que nem sei
e nem posso explicar.
Se quiser, apenas retribua....
Mas me deixe descansar
nesse enlace
tão íntimo
espontâneo...
Apenas e totalmente
um laço.
sábado, 11 de julho de 2009
Lápis
As perdas do caminho
fazem parte
de todo processo
do caminhar...
Mero progresso paisagístico
de nem sei quem...
Começo da subida
do esparramar de ondas
de afundar o pé...
Movimento de encher o copo
até o topo
chutar o balde
romper o grito.
Desarme-se
desate os nós...
Somos poucos
por aqui.
Apenas a pena caída
o vulto, a vela que queima...
um alicerce...
Seria tão bom ser o toque final,
o prego na parede,
o designer,
a cor que realça.
Mas há quem nasceu
pra ser o papel
e quem nasceu pra ser
Lápis.
fazem parte
de todo processo
do caminhar...
Mero progresso paisagístico
de nem sei quem...
Começo da subida
do esparramar de ondas
de afundar o pé...
Movimento de encher o copo
até o topo
chutar o balde
romper o grito.
Desarme-se
desate os nós...
Somos poucos
por aqui.
Apenas a pena caída
o vulto, a vela que queima...
um alicerce...
Seria tão bom ser o toque final,
o prego na parede,
o designer,
a cor que realça.
Mas há quem nasceu
pra ser o papel
e quem nasceu pra ser
Lápis.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Sem mandingas, por favor
Só querer.
Apenas querer.
Intenções sem movimento
pequenas torturas diárias
de quem sente
o leve clamor
de um movimento
involuntário dos músculos.
Eterna transmutação
pequenos tiques
que surgiram
das não-escolhas.
Basta saber que o mesmo feitiço
que atordoa
mata, fere
e não adianta
sal grosso.
Apenas querer.
Intenções sem movimento
pequenas torturas diárias
de quem sente
o leve clamor
de um movimento
involuntário dos músculos.
Eterna transmutação
pequenos tiques
que surgiram
das não-escolhas.
Basta saber que o mesmo feitiço
que atordoa
mata, fere
e não adianta
sal grosso.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Não sei alinhavar
Não me lembro bem
da primeira vez que desisti.
Uma dormência nos olhos
o arrepio nas pernas
o jogar-se em qualquer lugar.
A falta de ar
o coração no céu da boca
o medo avassalador
de esmorecer
e não buscar um ombro.
Quem me empurrou para a porta?
Quem me guiou até o porto?
As respostas já não me importam
reconstruí os muitos pedaços
e ficou bom o resultado
por fora ninguém vê.
Pelo avesso
só eu sei...
O esforço foi dobrado
mas nunca fui boa mesmo
em trabalhos manuais.
da primeira vez que desisti.
Uma dormência nos olhos
o arrepio nas pernas
o jogar-se em qualquer lugar.
A falta de ar
o coração no céu da boca
o medo avassalador
de esmorecer
e não buscar um ombro.
Quem me empurrou para a porta?
Quem me guiou até o porto?
As respostas já não me importam
reconstruí os muitos pedaços
e ficou bom o resultado
por fora ninguém vê.
Pelo avesso
só eu sei...
O esforço foi dobrado
mas nunca fui boa mesmo
em trabalhos manuais.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Sem máscaras
Desculpe
se entendi errado
os seus gestos
e interpretei mal
as palavras.
Isso acontece
com os corações aflitos
e acelerados.
Esqueça tudo que eu disse.
Encare como se fosse um pensamento longe
e criativo.
Não retiro nada daquilo
mas peço que você pare de me sugar
com esse olhar de reticências.
Pronto.
Está tudo resolvido.
Só tirei a máscara
porque era carnaval.
se entendi errado
os seus gestos
e interpretei mal
as palavras.
Isso acontece
com os corações aflitos
e acelerados.
Esqueça tudo que eu disse.
Encare como se fosse um pensamento longe
e criativo.
Não retiro nada daquilo
mas peço que você pare de me sugar
com esse olhar de reticências.
Pronto.
Está tudo resolvido.
Só tirei a máscara
porque era carnaval.
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